quinta-feira, 19 de março de 2026

Acordo impulsiona descarbonização do arquipélago de Fernando de Noronha

 

Rumo à descarbonização da geração de energia elétrica na Ilha de Fernando de Noronha, o Projeto Noronha Verde segue avançando. A Neoenergia Pernambuco e a Associação Noronha Terra formalizaram, na última semana, um acordo de cooperação que viabiliza a destinação de uma área total de 4,97 hectares para a implantação de parte dos mais de 31 mil painéis solares que integrarão a iniciativa.

Desse total, 1,83 hectare permanece sob gestão da Associação Noronha Terra, enquanto os 3,13 hectares correspondem à área atualmente sob gestão da Neoenergia, compondo de forma integrada o espaço destinado ao projeto. A configuração territorial resulta de um processo articulado entre a Associação, a Administração de Fernando de Noronha e o ICMBio, garantindo a viabilidade da implantação com segurança jurídica e alinhamento institucional.

Além da geração solar fotovoltaica, o projeto contará ainda com sistema de armazenamento por baterias, ampliando a eficiência e a estabilidade do fornecimento de energia na ilha.

Como parte do acordo, a Neoenergia realizará a revitalização do Açude da Ema, contribuindo para o fortalecimento da segurança hídrica e alimentar da comunidade local. A empresa também se comprometeu com a reforma da Casa de Farinha, além do cercamento da área produtiva e da reestruturação da infraestrutura elétrica voltada à irrigação, fortalecendo as condições de produção agrícola da Associação.

A formalização do acordo representa um avanço em relação ao Protocolo de Intenções firmado em agosto do último ano e é resultado de um processo de construção conjunta, com participação ativa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Administração de Fernando de Noronha.

Após a conclusão do Projeto Noronha Verde, Fernando de Noronha tem o potencial de se tornar a primeira ilha oceânica habitada da América Latina a alcançar esse nível de descarbonização na geração de energia elétrica. A iniciativa integra o Programa Mais por Noronha e conta com a parceria do Governo Federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, e do Governo do Estado de Pernambuco.

A implantação ocorrerá em duas fases: a primeira com entrada em operação prevista para o primeiro trimestre de 2026 e a segunda até o final deste ano. O projeto foi licenciado pela Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) e conta com o acompanhamento do ICMBio, gestor das Unidades de Conservação Federais na ilha.

 

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