Ao definir Juiz de Fora (MG) como o primeiro destino de sua jornada rumo ao Palácio do Planalto, o
senador Flávio Bolsonaro (PL) não busca apenas votos; ele busca uma conexão umbilical com o passado que redefiniu o destino de sua família.
A cidade mineira carrega cicatrizes profundas. Foi ali, em 2018, que o então candidato Jair Bolsonaro foi vítima de um atentado a faca. Para o núcleo político do senador, aquele fatídico dia não foi apenas um trauma, mas o ponto de inflexão — o momento em que a trajetória do ex-presidente ganhou contornos épicos e imprevistos, retirando-o dos palanques dos debates para alçá-lo, enfim, ao topo do poder.
O movimento é meticulosamente desenhado. Flávio desembarca em solo mineiro na próxima segunda-feira (17), meras 24 horas após o pontapé oficial de sua campanha no Rio de Janeiro. Oito anos depois do ataque, a escolha do cenário funciona como uma narrativa visual: ao pisar onde o pai foi forçado a parar, o filho tenta, simbolicamente, retomar o fio da meada, unindo a nova campanha à mitologia construída em torno da figura.
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